terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Julho e Júlio


O mês de JULHO



Este é um Júlio, Júlio César, guarda-redes brasileiro

Ainda há alunos que, pela força do espanhol, falam do mês de Júlio. Nada disso, meninos e meninas. Esse mês não tem dono: Júlio é nome de pessoa em português; o nome do sétimo mês do ano, não se esqueçam, é Julho.

Júlio César Soares Espíndola, mais conhecido como Júlio César (Rio de Janeiro, 3 de setembro de 1979), é um futebolista brasileiro que atua como goleiro (guarda-redes dizem em Portugal).


O primeiro Júlio César (100 a.C-44 a.C.)



segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Na loja



Desculpem os autores, mas não me lembro de onde achei isto que vai servir para rever a parte das lojas e os alunos se inspirarem para os diálogos.


  • Acabou-se.
  • Não temos mais.
  • A caixa é ali.
  • A que horas abrem amanhã?
  • A que horas fecham?
  • De que é feito?
  • Deseja que encomende?
  • Em que posso servi-la?
  • Em que posso servi-lo?
  • Está muito...
  • Está muito apertado
  • Está muito comprido
  • Está muito curto
  • Está muito largo
  • Está partido.
  • Mais alguma coisa?
  • Não aceitamos...
  • Não aceitamos cartão de crédito.
  • Não aceitamos cheques bancários.
  • Não aceitamos cheques de viagem.
  • Não é o que eu quero.
  • Não gosto da cor.
  • Não gosto do corte.
  • Não, obrigada. É tudo.
  • Não, obrigado. É tudo.
  • Não tem nada...?
  • Não tem nada maior?
  • Não tem nada mais barato?
  • Não tem nada melhor?
  • Não tem nada menor?
  • Não temos... lamento.
  • O troco não está correcto.
  • Pode atender-me?
  • Pode dar-me o recibo?
  • Pode mostrar-me...?
  • Pode reparar isto?
  • Pode trocar-me isto?
  • Posso experimentar?
  • Posso pagar com...
  • Posso pagar com cartão de crédito?
  • Posso pagar com cheque?
  • Posso pagar com cheque de viagem?
  • Quanto é?
  • Que cor deseja?
  • Que deseja?
  • Que qualidade deseja?
  • Que quantidade deseja?
  • Queria que me reembolsassem.
  • Quer levar ou devemos mandar a casa?
  • Quero devolver isto.
  • Que tamanho deseja?
  • Tem...?
  • Tem noutra...?
  • Tem noutra cor?
  • Tem noutro tamanho?

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

A lenda de São Martinho, as castanhas, o Verão...


Dirijo-me sobretudo aos novos alunos do 1º ano. Quantos de vocês conhecem a lenda de São Martinho? Quem não a conheça, vai ficar a saber lendo cá em cima ou cá em baixo, mais o que é isso do Verão de S. Martinho também.

Uma sugestão: quem puder, vá à vila alentejana de Marvão. Nos dias 14 e 15 deste mês celebra-se a Festa do Castanheiro e a Feira da Castanha. Marvão é uma vila muito bonita e vale a pena dar uma volta por ela e subir até ao castelo e ver boa parte de Portugal e uma parte do nosso país desde tão grande altura.



LENDA DE SÃO MARTINHO
O porquê do "Verão" de S. Martinho

O dia de S. Martinho comemora-se no dia 11 de Novembro.
Diz a lenda que quando um cavaleiro romano andava a fazer a ronda, viu um velho mendigo cheio de fome e frio, porque estava quase nu.
O dia estava chuvoso e frio, e o velhinho estava encharcado.
O cavaleiro, chamado Martinho, era bondoso e gostava de ajudar as pessoas mais pobres. Então, ao ver aquele mendigo, ficou cheio de pena e cortou a sua grossa capa ao meio, com a espada.
Depois deu a metade da capa ao mendigo e partiu.
Passado algum tempo a chuva parou e apareceu no céu um lindo Sol.

1ºano Sala 7, E.B.1 - Nº2 da Rinchoa.








quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Onde comem dois...

Fotografia de Adri Campuzano


Adivinharam, é muito fácil, não é? Igual do que em espanhol.



Onde comem dois, comem três.



quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Asterix o Gaulês faz 50 anos!


Há alguém que nunca tenha lido alguma das histórias de Asterix o Gaulês? Damos os parabéns a este simpático personagem da banda desenhada francesa no seu 50º aniversário! (e a todos os amigos dele, claro)


quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Futebol no Paraíso?



Para quem gostar de futebol e para quem não gostar, tanto faz, olhem como são bonitas estas duas fotografias do brasileiro Fábio Pinheiro, tiradas no município de Diogo Lopes, no estado do Rio Grande do Norte.

(Cliquem nas fotografias para as verem num tamanho ótimo; dantes era "óptimo", com um p que se escrevia em Portugal, mas não se pronunciava!)



segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

O menino no espelho (Fernando Sabino)


Fernando Sabino (1923-2004) foi um escritor e jornalista brasileiro. O seu primeiro livro de contos, Os grilos não cantam mais, foi publicado em 1941, no Rio de Janeiro quando o autor tinha apenas dezoito anos, e sendo que alguns contos do livro foram escritor quando Fernando Sabino contava apenas catorze anos.

Como curiosidade, diremos que, a pedido dele, o seu epitáfio é o seguinte: "Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino."

E é assim que começa o livro intitulado O menino no espelho:


Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caía e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. Os mais velhos ficavam aborrecidos, eu não entendia a razão: aquilo era uma distração das mais excitantes.

E me divertia a valer quando uma nova goteira aparecia, o pessoal correndo para lá e para cá, e esvaziando as vasilhas que transbordavam. Os diferentes ruídos das gotas d'água retinindo no vasilhame, acompanhados do som oco dos passos em atropelo nas tábuas largas do chão, formavam uma alegre melodia, às vezes enriquecida pelas sonoras pancadas do relógio de parede dando horas.

Passado o temporal, meu pai subia ao forro da casa pelo alçapão, o mesmo que usávamos como entrada para a reunião da nossa sociedade secreta. Depois de examinar o telhado, descia, aborrecido. Não conseguia descobrir sequer uma telha quebrada, por onde pudesse penetrar tanta água da chuva, como invariavelmente acontecia. Um mistério a mais, naquela casa cheia de mistérios.

O maior, porém, ainda estava por se manifestar.



domingo, 25 de Outubro de 2009

A turma de 1º B no Dia da República


Estes são os alunos da turma de 1º B, prontos para lidarem com uma nova língua, a portuguesa. Reparem no quadro ao fundo. A fotografia foi tirada no dia 5 de Outubro, Dia da República. Eles aprenderam duas coisas: que Portugal é uma República e que os seus colegas portugueses não tinham aulas nesse dia por ser feriado no país vizinho.


quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Esta nota é falsa?


Não, não é uma nota falsa. Foi uma nota (reparem nesta palavra, não é um bilhete) de curso legal em Portugal até aos primeiros meses do ano 2002, quando vocês tinham menos 7 anitos e picos do que agora. Naquela altura, Portugal tinha o escudo; Espanha, a peseta; a França, o franco; a Alemanha, o marco; a Itália, a lira; a Grécia, o dracma...

Vamos ver o que é um bilhete português.

Quando eu preciso de fazer uma viagem de comboio, ou de autocarro, ou de avião, tenho de comprar um bilhete. Percebem? É fácil, não é? Isso tudo pela semelhança com o nosso billete.

Mas quando vou ao cinema, ao teatro, a um concerto, ao futebol... tenho de comprar também um bilhete, estão a ver? E agora? A palavra portuguesa é a mesma, a nossa é que não (esp. entrada).

E onde é que se compram os bilhetes em Portugal? Muito facil, meninos e meninas. Compram-se numa bilheteira, como a que vêem cá em baixo.


Bilheteira de um cinema


terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Um conto de Miguel Torga


"Mago" é um conto de um livro intitulado Bichos, onde todos os protagonistas são animais. O autor é um dos mais importantes escritores portugueses do século XX, Miguel Torga. O Mago é um gato que perdeu a liberdade às mãos de uma senhora e por isso recebe o desdém dos amigos. E assim é que começa este conto...


Mago respirou fundo. Abriu o nariz e encheu o peito de ar ou de luar, não podia saber ao certo, porque a noite era uma mistura de brisa e claridade. Mas fosse de frescura ou de luz a onda que bebera dum trago, de tal modo o inundou, que em todo o corpo lhe correu logo um frémito de vida nova. Esticou-se então por inteiro, firmado nas quatro patas, arqueou o lombo, e deixou-se ficar assim alguns instantes, só músculos, tendões e nervos, com os ossos a ranger de cabo a rabo. Arre, que não podia mais! Aquele mormaço da sala dava cabo dele. Punha-o mole, sem acção, bambo e morno como o cobertor de papa onde dormia. A que baixezas a gente pode chegar! Ah, mas tinha de acabar semelhante vergonha! Não pensasse lá agora a senhora D. Maria da Glória Saneia que estava disposto a deixar-se perder para sempre no seu regaço macio de solteirona. Não faltava mais nada! De resto, ali tinha já a primeira demonstração: ela a ressonar sozinha na cama fofa, enquanto ele enchia os pulmões de oxigénio e de liberdade. É certo que a deixara primeiro adormecer, e só então, brandamente, deslizara dos seus braços para o tapete e do tapete para a rua, através do postigo da cozinha. Uma questão de delicadeza, apenas. Porque, afinal, não havia vantagem nenhuma em fazer as coisas à bruta e ofender quem só lhe queria bem... Que diabo, sempre era a senhora D. Maria Saneia, a que até um fio de oiro lhe comprara para o pescoço! Que, considerando bem, por essas e outras é que chegara àquela linda situação...

- Ouvi dizer que já nem sardinhas comes?!
- Essa agora! É todos os dias...
- E que nunca mais caçaste?!
- Ainda esta manhã..